Passei mal e fui ao médico, disse a ele sou miastênica, ele respondeu: O QUE É ISSO?


sexta-feira, 24 de maio de 2013

MIASTENIA GRAVIS E GRAVIDEZ



A gravidez numa paciente miastênica constitui uma situação de risco, mas pode ser considerada, entretanto todos os cuidados inerentes a esta situação devem ser respeitados. A gestação deve ser acompanhada durante toda sua duração e, o tipo de parto avaliado para cada paciente individualmente.

É difícil precisar a influência da gravidez nas pacientes miastênicas, podendo ocorrer agravamento, melhoria ou mesmo ausência de sintomas.

O risco de mortalidade materna é maior no primeiro ano e mínimo após 7 anos de evolução da doença. A terapêutica convencional da grávida com M.G. inclui os inibidores da acetilcolinesterase e os imunossupressores como a prednisona.

A plasmaferese tem sido usada com sucesso, no tratamento da crise miastênica e na diminuição dos efeitos da doença materna no desenvolvimento fetal. O verdadeiro problema durante a gravidez é como estabilizar a doença, as três principais complicações: a crise miastênica, a crise colinérgica precipitada pelo excesso de medicação anticolinesterase e a crise não reativa consequente ao desenvolvimento progressivo de resistência ao tratamento anticolinesterase.

Durante o Trabalho de Parto mantêm-se os fármacos no controlo doença algumas  vezes é necessário alterar administração de via oral para injeções.
A indução do trabalho de parto poderá ser considerada quando estiverem reunidas as melhores condições hospitalares para o parto (neurologista, neonatologista, incubadora e ventiladores disponíveis).
Recomenda-se a anestesia regional para o parto. A procaína e fármacos similares devem ser usados com precaução.

Após o parto deve ser retomada a medicação oral e períodos de repouso são essenciais. Também qualquer situação de stress como infecções do trato urinário ou respiratórias devem ser imediatamente diagnosticadas e tratadas.

A amamentação está geralmente contra-indicada nas formas moderadas a graves de M.G. pelo perigo potencial de transferência para o recém nascidos. Não só dos anticorpos anti--receptores de acetilcolina, como também dos fármacos anticolinesterase tomados pela mãe.
Miastenia Neonatal — Distinguem-se duas formas de miastenia neonatal. A mais comum é a adquirida; trata-se de uma miastenia neonatal transitória dos recém nascidos de pacientes miastênicas. A criança pode nascer com fraqueza transitória, a qual dura no máximo 2 semanas com recuperação completa. A Miastenia Gravis neonatal é uma desordem transitória, que pode afetar 15% das crianças nascidas de mães com M.G.

A miastenia juvenil é a forma mais rara de miastenia congênita, ocorrendo em filhos de mulheres não miastênicas; não se manifesta geralmente antes dos dois anos de idade. Outras formas raras de sequelas congênitas sugeridas são a hipoplasia pulmonar bem como várias deformações ósseas que surgem raramente nestas crianças.

Durante o parto, a mulher pode precisar de ajuda para respirar. Devido ao fato de os anticorpos que provocam esta doença atravessarem a placenta, 20 % dos filhos destas mães têm miastenia grave ao nascer.