Passei mal e fui ao médico, disse a ele sou miastênica, ele respondeu: O QUE É ISSO?


sexta-feira, 24 de maio de 2013

MIASTENIA GRAVIS E GRAVIDEZ



A gravidez numa paciente miastênica constitui uma situação de risco, mas pode ser considerada, entretanto todos os cuidados inerentes a esta situação devem ser respeitados. A gestação deve ser acompanhada durante toda sua duração e, o tipo de parto avaliado para cada paciente individualmente.

É difícil precisar a influência da gravidez nas pacientes miastênicas, podendo ocorrer agravamento, melhoria ou mesmo ausência de sintomas.

O risco de mortalidade materna é maior no primeiro ano e mínimo após 7 anos de evolução da doença. A terapêutica convencional da grávida com M.G. inclui os inibidores da acetilcolinesterase e os imunossupressores como a prednisona.

A plasmaferese tem sido usada com sucesso, no tratamento da crise miastênica e na diminuição dos efeitos da doença materna no desenvolvimento fetal. O verdadeiro problema durante a gravidez é como estabilizar a doença, as três principais complicações: a crise miastênica, a crise colinérgica precipitada pelo excesso de medicação anticolinesterase e a crise não reativa consequente ao desenvolvimento progressivo de resistência ao tratamento anticolinesterase.

Durante o Trabalho de Parto mantêm-se os fármacos no controlo doença algumas  vezes é necessário alterar administração de via oral para injeções.
A indução do trabalho de parto poderá ser considerada quando estiverem reunidas as melhores condições hospitalares para o parto (neurologista, neonatologista, incubadora e ventiladores disponíveis).
Recomenda-se a anestesia regional para o parto. A procaína e fármacos similares devem ser usados com precaução.

Após o parto deve ser retomada a medicação oral e períodos de repouso são essenciais. Também qualquer situação de stress como infecções do trato urinário ou respiratórias devem ser imediatamente diagnosticadas e tratadas.

A amamentação está geralmente contra-indicada nas formas moderadas a graves de M.G. pelo perigo potencial de transferência para o recém nascidos. Não só dos anticorpos anti--receptores de acetilcolina, como também dos fármacos anticolinesterase tomados pela mãe.
Miastenia Neonatal — Distinguem-se duas formas de miastenia neonatal. A mais comum é a adquirida; trata-se de uma miastenia neonatal transitória dos recém nascidos de pacientes miastênicas. A criança pode nascer com fraqueza transitória, a qual dura no máximo 2 semanas com recuperação completa. A Miastenia Gravis neonatal é uma desordem transitória, que pode afetar 15% das crianças nascidas de mães com M.G.

A miastenia juvenil é a forma mais rara de miastenia congênita, ocorrendo em filhos de mulheres não miastênicas; não se manifesta geralmente antes dos dois anos de idade. Outras formas raras de sequelas congênitas sugeridas são a hipoplasia pulmonar bem como várias deformações ósseas que surgem raramente nestas crianças.

Durante o parto, a mulher pode precisar de ajuda para respirar. Devido ao fato de os anticorpos que provocam esta doença atravessarem a placenta, 20 % dos filhos destas mães têm miastenia grave ao nascer.


48 comentários:

  1. Olá Dalva, divulgar a Miastenia Gravis é nossa missão.Bjs

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  2. Sim cara amiga, aprendi com você e acredite nós faremos a diferença.

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  3. Olá, meu nome é Rosana, tenho 28 anos, eu descobri a miastenia com 13 anos de idade, fiquei mal, entrei em coma, tive várias complicações, após isso, fiz a cirurgia para retirada do Dimo, correu tdo bem, depois disso, tomei mestinon durante quase dois anos, e recebi alta, os médicos me falaram que fui curada completamente, pois não apresento mais nenhum sintoma da doença, não dependo mais de medicamento nenhum graças Deus, e hoje levo uma vida normal!! Eu superei essa doença, com apoio de Deus, e da minha família e hj sou uma pessoa sem problema algum!! Obrigada pela atenção, Bjos Rosana!

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    1. Parabéns Rosana, muito legal ver relatos como o seu, eu também hoje estou muito bem graça a Deus, não posso dizer que estou 100% curada porque ainda tenho algumas recaídas quando a imunidade esta baixa, mas graças ao bom Deus já tem alguns anos que não tomo mais os remédios.
      Tem uma música que gosto muito que diz assim:
      Nunca houve noite que pudesse impedir o nascer do sol e a esperança
      E não há problema que possa impedir as mãos de Jesus pra me ajudar

      Haverá um milagre dentro de mim vem descendo um rio pra me dar a vida
      Este rio que emana lá da cruz, do lado de Jesus

      Aquilo que parecia impossível, aquilo que parecia não ter saída
      Aquilo que parecia ser minha morte, mas Jesus mudou minha sorte
      Sou um milagre e estou aqui.
      É importante ter sempre a esperança que dias melhores virão.
      Beijo

      ouça a música: http://youtu.be/e8LavYDw3lQ

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  4. Olá, meu nome é Janaina e fui diagnosticada qdo tinha 23 Anos. Gracas a Deus inicio rapido o tratamento sem agravamento. Hoje vivo na Holanda onde tenho sido acompanhada por medicos excelentes e alem do Mestinon querem diminuir para 5mg da predinisona (tomava 20mg). Creio em Jesus e sei que Ele vai me curar, pois estou com 37 anos e gostaria de engravidar tranquila ! Lendo seus testemunhos só aumentou minha Fé ! Deus abencoe !

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    1. Legal Jana, essa é a ideia do blog, para que a gente se ajude
      Eu também já tomei 20mg e agora estou com 5mg, estou bem.
      Já vi muitos depoimentos de mulheres quer foram mães depois da miastenia, acontece bastante, algumas até de parto humanizado, mas faça tudo com acompanhamento, um dos depoimentos que ouvi, a mulher enfartou 2 vezes durante a gravidez, mas isso foi previsto pelo médico, então ela não teve maiores problemas e teve um filhão lindo.
      Boa sorte, espero que tudo corra bem para você e nunca perca a fé.
      Deus te abençoe

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    2. .ey nome e heliene tenho MG ha 4 anos participo d um grupo do Brasil inteiro d pessoas q possuem a mesma doença q eu me add no seu zap 62993042410 p q eu possa pedir p as meninas te add e mto legal dividir as informacoes vale apena

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  5. Ola, meu nome é Michele tenho 36 anos e a 2 anos fui diagnosticada como miastenia gravis, faço tratamento no hospital das clinica de São Paulo. Tudo começou depois que tomei uma injeção de anticoncepcional chamada Mesigina nunca tinha tomado na 3 dose começou com muito mau estar tonturas e visão dupla, depois de 1 ano de meio e de correr com tantos médicos descobri essa doença ue nunca tinha ouvido em minha vida.Hoje estou gestante não foi uma gravidez planejada ainda não aceitei a doença e estou com medo na hora do parto, tenho medo do que pode acontecer comigo.Creio muito em Deus mas nesse momento minha fé ta um pouco baixa, ando muito sensível e um pouco depressiva, eu era tão agitada e hoje mal consigo fazer direito as coisas de casas. bjos a todas e obrigada por ter esse espaço preciso ouvir e trocar experiencias com outras pessoas que tem a miastenia.

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    1. Olá Michele, infelizmente o diagnóstico muitas vezes demora, a gente passa por alguns apuros enquanto isso, mas tenha força e NUNCA perca a fé, porque tendo uma doença como essa as vezes é a única coisa que nos resta. A gente nem sempre sabe porque algumas coisas acontecem, mas Deus tem sempre um propósito na vida da gente.
      Gravidez para uma miastênica não é lá muito fácil, mas há muitos casos de mamães felizes com seus bebes lindos e saudáveis, importantíssimo que seu médico te acompanhe de perto, para não correr nenhum risco.
      Lembre-se "a vida tem sons que pra gente ouvir. precisa aprender a começar de novo".
      Beijo e boa sorte

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    2. Obrigada Dallva Guedes pela força e pelas palavras de incentivo.Deus te abençoe, bjos.

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    3. Amém, que ele nos abençoe!!!! bjos

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  6. Ola meninas, quero compartilhar minha alegria, voltei ao médico e ele me receitou além do mestinon o prednisona estou tomando um dia de 5 mg e um dia de 20 mg por duas semanas depois fico direto no 20 mg, depois que comecei a tomar o prednisona minha visão esta normal minha fala e ja posso comer sem ter dificuldades para engolir, ja completei 8 meses de gestação e estou confiante muito em Deus que Ele vai me ajudar na hora do parto, estou muito feliz porque ando me sentindo mais dispostas e com fé, eu só tenho que agradecer a Deus em tudo.Bjos as todas vcs, fiquem na santa paz de Deus.

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    1. Oi Michele, fico feliz com seu comentário, boa sorte, que seu bebe venha cheio de saúde.
      Beijo

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  7. Oi tenho 24 anos e recentemente fui diagnosticada com miastenia foi 11 meses de correria mas comecei o tratamento somente como mestinon queria saber como foi a melhora instantânea ou gradativo. Porque no primeiro dia melhorei muito, agora estou muito melhor que antes mas não que nem o primeiro dia, não sei se não estou me esforçando de mais e a fala volta completamente ao normal?

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    1. Oi Jéssica, em geral a melhora é gradativa, muitas vezes melhora depois piora, então vai aumentando a quantidade de medicação até chegar em um nível adequado ao seu organismo.
      Tem dia que são melhores e dias que são piores, eu fiquei em uma fase remissiva durante uns 3 anos (ausência total de sintomas), ai aos poucos eles foram aparecendo novamente, voltei a tomar mestinon e prednisona, fiquei mal durante um período, agora estou bem, tomo os dois que já falei, mas um multivitamínico, mais vitamina D e Ferro. Ultimamente ando muito bem, ontem até fiz 45 minutos de caminhada e foi tudo bem.
      A questão não é se esforçar, pelo contrário, em geral o descanso ajuda a melhorar os sintomas.

      Força e boa sorte

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  8. Obrigada!! Ameniza a ansiedade e a expectativa que fico de saber como vai funcionar apesar de saber que pode ser diferente a cada um.

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  9. Olá sou a jeniffer sou jovem tenho 18 anos e tenho miastenia gravis, estou tentando engravidar mais não consigo, será que é por causa dos meus medicamentos mestinon e a ciclosporina?

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    1. Olá Jeniffer, até onde eu sei os remédios não influenciam nesta área, é bom você conversar com seu neuro e com seu ginecologista. O meu neuro disse que a gravidez seria mais problemática mim do que para o bebê.
      Seu gineco tem que investigar o problema e te orientar, já vi muitos relatos de miastênicas mamães que, apesar das dificuldades estão felizes com seus filhos.
      Busque informação profissional e não desiste!!!

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  10. Eu tb estou tentando engravidar e consegui mais sofri aborto espontâneo. Tenho uma dúvida vcs sabem informar se mestinon pode ser tomado durante a gravidez?

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    1. Julia, a bula diz que, a segurança do uso de Mestinon durante a gravidez não foi estabelecida. Embora aparentemente seja seguro para o feto. As drogas anticolinérgicas podem causar irritabilidade uterina.
      Já o aborto espontâneo, embora difícil, é algo normal, acontece com cerca de 15% das mulheres nas primeiras gestações.
      Por isso, o ideal é ir investigando com seu ginecologista, e não desistir, vi relatos de miastênicas que conseguiram inclusive fazer parto humanizado.

      Boa Sorte!

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  11. Olá,sou ZELANIa,tenho 39 anos e fui diagnosticada com miastenia,do tipo ocular, com 23 anos,tive crises por 4 vezes,fiz uso do Neston,apenas nesses momentos,hoje me sinto bem,vida normal,percebo levemente os sintomas quando o sistema imunológico baixa ou sofro alteração emocional.Tenho muito desejo de engravidar,mas além da miastenia eu já me aproximo dos 40 anos,esses fatores me deixam preocupada.

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    1. Zelani, eu tenho 40 e falei com meu neuro sobre a possibilidade de engravidar, ele disse que, a gravidez seria muito pior para mim do que para o bebê.
      Hoje em dia já tem mulheres de 50 ou 60 anos tendo filhos, a medicina tem ajudado bastaste, então você tem que ter uma conversa muito franca com seu neuro e seu ginecologista. O meu ginecologista não recomendou pelos dois motivos (idade e miastenia).
      Fiquei sabendo de uma moça que teve duas paradas cardio respirat´roria durante a gestação (segundo ela calculada), mas mesmo assim ela levou a gravidez até o final e o filho dela nasceu super saudável.
      Normalmente a gravidez já diferente de mulher para mulher, e com certeza vai haver diferenças entre miastênicas.
      Converse com os médicos e tente ter mais de uma opinião, tem médico que é contra e tem outros que são a favor.
      Boa Sorte!

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  12. Correção: fiz uso de Mestinon

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    1. Zel da uma olhada na pesquisa que achei da Medicina Materno-Fetal. Serviço Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Santa Maria

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  13. Eu tenho 38 anos tenho miastenia desde criança mais so descobri a miastenia em 2014. Então iniciei o tratamento com mestinon e azatioprina agora tomo apenas mestinon e estou tentando engravidar a primeira tentativa eu sofri aborto espontâneo e agora bo tentar de novo

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  14. Eu tenho 38 anos tenho miastenia desde criança mais so descobri a miastenia em 2014. Então iniciei o tratamento com mestinon e azatioprina agora tomo apenas mestinon e estou tentando engravidar a primeira tentativa eu sofri aborto espontâneo e agora bo tentar de novo

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    1. Julia da uma olhada na pesquisa que achei da Medicina Materno-Fetal. Serviço Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Santa Maria

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  15. Medicina Materno-Fetal. Serviço Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Santa Maria. Lisboa.

    Descrevem-se em seguida quatro casos clínicos de pacientes miastênicas grávidas

    Caso 1 - Mãe 29 anos, 2ª Gestação (aborto espontâneo no l.° trimestre aos 26 anos). Miastenia Gravis diagnosticada aos 19 anos; timectomia aos 23 anos. Medicada com prostigmina 180 mg/dia. Gravidez sem intercorrências miastênicas. Trabalho de parto induzido às 39 sem.; forceps profiláctico. R.N. do sexo feminino com 3130 gr. e boa vitalidade. Mãe e filho sempre bem com alta ao 8.° dia.

    Caso 2 – Mãe 33 anos. 2ªG, primeiro parto, Miastenia Gravis diagnosticada aos 25 anos de idade. Controlada com prostigmina 360 mg dia. Gravidez não complicada com grande melhoria da sintomatologia; redução progressiva da prostigmina com suspensão às 30 sem. Trabalho de parto induzido às 41 sem.; parto eutócico. R.N. do sexo feminino com 3200 gr. e boa vitalidade. Mãe e filho bem com alta ao 4.° dia.

    Caso 3 - Mãe 30 anos, primigesta. Miastenia Gravis limitada aos músculos oculares. Medicada com prednisolona 35 mg/dias alternados. Cesariana às 36 sem, por rotura prematura de membranas e indução negativa. R.N. sexo feminino, 2600 gr. e boa vitalidade. Alta de ambos ao 8.° dia, sem intercorrências.

    Caso 4 – Mãe 26 anos, 2ªG, primeiro parto. Miastenia Gravis desde os 17 anos; medicada com prostigmina 300 mg/dia e prednisona lOmg dia. Redução progressiva da terapêutica por melhoria da sintomatologia miastênica. Início da gravidez sem terapêutica, cuja evolução decorreu sem complicações não havendo necessidade de medicação anticolinesterase. Trabalho de parto espontâneo. R.N. com boa vitalidade; período neonatal sem alterações. Mãe com puerpério não complicado. Resumimos nos Quadros 1 e 2 alguns aspectos importantes dos casos clínicos.

    O estudo mostra que índice de mortalidade materna é inversamente proporcional a duração da doença com um risco maior no primeiro ano e mínimo após 7 anos de evolução da doença. Todas as grávidas tinham uma evolução de doença superior a 7 anos o que pode ter contribuído favoravelmente para a ausência de morbilidade da mãe e do feto.

    O verdadeiro problema durante a gravidez é como estabilizar a doença miastênica, tendo em conta três complicações principais: *crise miastênica *crise colinérgica precipitada pelo excesso de medicação anticolinesterase e a *crise não reativa consequente ao desenvolvimento progressivo de resistência a terapêutica anticolinesterase. O Neurologista tem aqui um papel primordial no equacionamento e tratamento destas complicações.

    A gravidez numa mulher miastênica é uma situação de risco que poderá ser encarada com optimismo, o que se comprova através dos casos clínicos apresentados.

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  16. Muito boa essa matéria eu adorei e de certa forma me deixou mais confiante. Q bom q vcs me responderam pq me sinto muito sozinha e não tenho com quem conversar pq as pessoas não me entendem, acham q eu sou preguiçosa e tb sofro muito preconceito por causa dos meus olhos pois são baixos

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  17. Oi, Dalva!
    Gostei muito de ver os comentários, pois estou com 27 semanas de gestação e muito aflita, pois a hora do parto se aproxima.
    Tenho medo da anestesia, por causa da restrição medicamentosa.
    Se alguém tiver tido um bebê e puder me relatar, eu agradeço!
    Um abraço!

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    1. Julia,

      Uma das coisas que temos que aprender quando temos miastenia é além de lidar com a doença, lidar com a ignorância e o preconceito, mas você não esta só.
      Siga a nossa pagina no face:
      https://www.facebook.com/Eusoumiastenica/

      Também há grupos fechados onde a gente se apoia e troca informações, eu sigo os grupos:
      MIASTENIA GRAVIS:
      https://www.facebook.com/groups/418651858264475/
      e MIASTENIA E ESPIRITUALIDADE:
      https://www.facebook.com/groups/444040409004491/

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  18. Oi Ana,

    Achei um depoimento em outro blog, de uma miastênica chamada Raquel Ribeiro.

    Meu início de gravidez foi traumático...passei quase um mês na UTI. Emagreci muito porque não conseguia comer nada...nem beber água. Fui toda perfurada, fiz mais sessões de plamaferese. Tinha crises horríveis de falta de ar...Foi mesmo muito difícil !!!
    Acho que o stress me atrapalhou muito dessa vez...ficava nervosa e não conseguia respirar. Não conseguia ter a calma que, surpreendentemente, tive quando descobri minha doença.
    Aos poucos o corticóide foi fazendo efeito e levei o restante da gravidez mais ou menos tranquila até os sete meses... que foi quando comecei a perder líquido.
    Todos se preocupavam por eu ter tido que tomar corticóide durante toda a gravidez, mas, no final, correu tudo bem e, ironicamente, foram essas doses de Predsim que ajudaram na formação da Sofia, porque muitas mulheres têm que tomar injeções de corticóide nos partos de prematuros, uma vez que o sistema respiratório da criança ainda não está totalmente formado e é essa a droga usada para ajudar na maturação.

    Levei minha filha pra casa e estávamos as duas muito bem...Era cansativo acordar de três em três horas para amamentar. Cuidar de uma prematura é mais complicado, mas eu estava feliz e me saindo bem.

    Segue quiser ler na integra segue o link:
    http://miasteniagrandedesafio.blogspot.com.br/2010/02/dificuldades-hoje-17022010-babi-acordou.html

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  19. Olá pessoal, meu nome é Lucas. Queria saber se a miastenia é hereditária?

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    1. Olá Lucas,

      Apesar de ainda não se saber a causa da Miastenia Gravis, não se acredita (não há nenhum estudo que comprove) que a miastenia gravis seja hereditária ou contagiosa, bebês nascidos de mães que têm miastenia têm um risco aumentado de ter miastenia após o parto. É provável que o bebê adquira anticorpos da mãe por via placentária durante a gestação.
      Em geral os sintomas desaparecem dentro de algumas semanas após o parto. Pesquisas relatam mães miastênicas tem bebês saudáveis e sem a doença.

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    2. Obrigado pelas informações.Minha mãe era miastenica. Cuidei dela por 8 anos

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  20. Verdade Dalva, e outra dúvida o q pensam ou sabem a respeito do tratamento de miastenia com vitamina D? Tenho lido muito a respeito

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  21. " MINHA HISTÓRIA DE VIDA" ��

    Hoje me sinto como se carregasse todo o peso do mundo em minhas costas, estou tão cansada, meus olhos ardem e é difícil mante-los abertos. O corpo esta pedindo cama, e a parte irônica é que hoje eu levantei na maior disposição antes do relógio tocar.
    É engraçado como em um momento estou bem e no outro estou muito mal, isso por vezes me deixa triste e melancólica. ��
    Mesmo quando estou bem, é sempre difícil subir uma escada, andar mais rápido, quando não é o corpo que não responde é a respiração que não atende. ��
    Tenho que me policiar para não ficar reclamando, primeiro porque se eu for me queixar quando estiver mal, vou me queixar todos os dias, segundo porque apesar dos meus problemas não posso reclamar da vida, já que Deus é tão generoso comigo.

    Por mais difícil que seja ainda posso andar, e até mesmo correr de vez em quando, ainda posso falar, mesmo que com rouquidão, respiro sozinha, mesmo que as vezes seja difícil, e graças ao bom Deus as vezes consigo engolir sem dificuldade , mais as vezes com uma dificuldade tão enorme que chego a me desespera ��

    E assim como diz a música - Vou levando a vida e a vida me levando ��, Deus vai me dando forças para seguir em frente e sempre me estende a mão quando os problemas tentam me impedir de prosseguir.
    Quando sinto muita dor e fico muito triste eu lembro que tenho um Deus tão grande �� e que minha família esta em paz, e que infelizmente nesse mundo muita gente não pode dizer a mesma coisa.
    Agradeço a Deus pela minha familias, pelo meu noivo e ate mesmo os amigos que sempre me colocam de pé me mantendo sempre firme é forte.
    Por mais difícil que seja a vida é sempre importante lembra
    que Deus está aqui comigo, ele sempre me colocará de pé ��

    By:Bianca

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    1. Bianca obrigada por compartilhar conosco sua história

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  22. Por favor alguém sabe alguma coisa ou de alguém q faz tratamento com Vitamina D? Por favor me respondam? O q vcs pensam a respeito.

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  23. Olá Julia,

    Veja mais sobre vitamina D no post: http://eusoumiastenica.blogspot.com.br/2015/10/baixo-nivel-de-vitamina-d-pode.html
    E conheça mais sobre o Protocolo do Dr. Cícero, tratamento com vitamina D para doenças autoimunes
    https://vitaminadbrasil.org/condicoes-de-saude/autoimunidade/

    Espero que esclareça suas dúvidas

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  24. Olá, fui diagnosticada com MG com 19 anos após uma parada cardiaca. Fiz a cirurgia timectomia (retirada do Timo) e hoje faço o uso continuo do Mestinon, onde de acordo com meu neuro o uso será para vida toda. Há muito tempo nao tenho sistomas graves da doença, porém quando nao tomo o medicamento sinto-me sonolenta e minha face fica tipo meio que involuntaria ( nao obedecem aos meus comandos), ex: fechar os olhos completamente, sorrir e comer sem engasgar.
    Namoro a algum tempo e ele quer muito uma filha, porem tive uma consulta para esclarecer essa duvida com o neuro e segundo ele a gravidez nao é recomendada para mulheres meastenicas, isso me magoou muito ja que outro medico havia dito que para que eu engravidasse bastaria um acompanhamento mais intenso.
    Fiquei feliz em ver alguns comentarios sobre gravidez aqui, mas cada caso é um caso ne. Mas que seja a vontade de Deus, se Ele quiser, será.
    Bjos!!!

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  25. Olá Josi, obrigada por compartilhar um pouco de sua história conosco, você encontrará muitos médicos relutantes, mas antes de tirar alguma conclusão definitiva, busque outros médicos, tenha mais de uma opinião, como você fica bem com a medicação é bem provável que consiga ter seu bebe sem muitos problemas.
    Ao longo dos últimos 10 anos já ouvi muitas histórias de mulheres que conseguiram ter seus filhos, mesmo com algumas dificuldades, elas conseguiram com ajuda de bons médicos
    Boa Sorte!!!

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  26. Boa tarde Dalva meu nome é Sara tenho uma consulta marcada com um médico da equipe do Dr Cícero para iniciar o tratamento com vitamina D so q tenho muito medo por isso gostaria de saber se alguém aqui ja faz esse tratamento pq não podemos acreditar em tudo q se ler na internet

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    1. Julia tem um grupo fechado no face Miastenia Gravis e vitamina D, tem muita gente que segue o protocolo do Dr Cicero.
      Eu particularmente não sigo, mas tomo vitamina D indicada pela minha médica, ajuda bastante.

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  27. Olá,
    Sou Cristina, fui diagnosticada com essa doença em 2014, depois de passar por um grande stress em 2013. Lembro que tive catapora em 2012 e fiquei 15 dias sem ir ao trabalho.
    Quando senti os primeiros sintomas foi uma choque, na época tinha só dois filhos, trabalhava o dia todo,12h todos os dias, a noite cuidar da casa e crianças e dormia muito tarde para acordar cedo.
    Nunca havia ficado nem gripada, mesmo resfriada eu ia trabalhar pq era bem fraca. Mas gripe ou virose nunca tive.
    Faltar ao trabalho por doença? Isso nunca existiu.
    Até que em 2014 fiquei internada por duas vezes, levei 4 meses afastada.
    Tomava Mestinon, meticortem e imuran, engordei 12kg. Comecei a fazer terapias(acupuntura,alimentação saudável,meditação) para ajudar na depressão, tristeza etc. Mudei a alimentação, tomei Vitamina D e polivitamínicos. Em 2015 estabilizou ate 2016, quando engravidei novamente. Os sintomas vieram à tona, segurei até o final, sem tomar um medicamento sequer.
    Tive que fazer cesárea, foi tudo tranquilo para nós duas, porém depois de 10.dias amamentando eu fiquei muito mal. Fiz plasmaférese depois de 1 mês e 17 dias. Mas tive que voltar a tomar as medicações sem a prednisona. Um mês após a.plasmaférese os.sintomas estão voltando novamente. Vou voltar ao neurologista para saber o que.farei.

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    1. Olá Cristina, obrigada por compartilhar sua história, é muito importante para nós.

      Obrigada e força!

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