Passei mal e fui ao médico, disse a ele sou miastênica, ele respondeu: O QUE É ISSO?


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Miastenia: Eu sou da turma do D

 
Hoje me sinto como se carregasse todo o peso do mundo em minhas costas, estou tão cansada, meus olhos ardem e é difícil mante-los abertos. O corpo esta pedindo cama, e a parte irônica é que hoje eu levantei na maior disposição antes do relógio tocar.
É engraçado como em um momento estou bem e no outro estou muito mal, isso por vezes me deixa triste e melancólica.

Mesmo quando estou bem, é sempre difícil subir uma escada, andar mais rápido, quando não é o corpo que não responde é a respiração que não atende.

Tenho que me policiar para não ficar reclamando, primeiro porque se eu for me queixar quando estiver mal, vou me queixar todos os dias, segundo porque apesar dos meus problemas não posso reclamar da vida, já que Deus é tão generoso comigo.

Por mais difícil que seja ainda posso andar, e até mesmo correr de vez em quando, ainda posso falar, mesmo que com rouquidão, respiro sozinha, mesmo que as vezes seja difícil, e graças ao bom Deus consigo engolir sem dificuldade.

Antes eu era da turma do D porque meu nome e das minhas duas irmãs começam com D, agora eu sou parte da outra turma D, o D de disfagia, disartria, dispneia, disfonia, mas felizmente não estou na turma da diplopia. E ainda tem as amigas Ptose e Claudicação Mandibular, espero que a turma não cresça mais, pra mim já esta de bom tamanho.
E assim como diz a música - “Vou levando a vida e a vida me levando”, Deus vai me dando forças para seguir em frente e sempre me estende a mão quando os problemas tentam me impedir de prosseguir.

Quando sinto muita dor e fico muito triste eu lembro que tenho um filho saudável, que minha família esta em paz, e que infelizmente nesse mundo muita gente não pode dizer a mesma coisa.

Por mais difícil que seja a vida é sempre importante lembra da música que diz  – “Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar a beleza de ser uma eterno aprendiz, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita”.

DG

O QUE É: Disfagia, disartria, disfonia, dispneia e diplopia

domingo, 17 de agosto de 2014

Manifestações da Miastenia Gravis

Manifestações da Miastenia Gravis em pacientes atendidos no hospital universitário da Universidade Federal de Santa Catarina entre os anos de 1996 e 2007.


Paresia disfunção ou interrupção dos movimentos de membros: superiores, inferiores ou ambos, o movimento fica limitado ou fraco.

disfagia é uma alteração na deglutição, no ato de engolir alimentos ou saliva. Ocorre um desvio do alimento/saliva, obstruindo parcialmente ou completamente as vias respiratórias.

Disartria é má coordenação dos músculos da fala, um distúrbio caracterizado pela incapacidade de articular palavras de maneira correta.

dispnéia, ou falta de ar, é um sintoma no qual a pessoa tem dificuldade na respiração ou desconforto ao respirar. 

Diplopia – visão dupla, - é a percepção de duas imagens ou da imagem borrada.

Disfonia é toda e qualquer dificuldade na emissão vocal: dificuldade em manter a voz, cansaço ao falar, rouquidão e pouca resistência ao falar, entre outras.

ptose palpebral também chamada de blefaroptose é a queda da pálpebra superior.

claudicação da mandíbula se caracteriza por dificuldade para mastigar, fadiga e dor na região da mandíbula ao mastigar. 

sábado, 2 de agosto de 2014

Classificação de Osserman - Você sabia que a Miastenia pode não ser igual para todos?

  Embora inicialmente apenas seja afetada a musculatura dos olhos, podendo o problema ficar limitado a esta região por um bom tempo, a doença vai aos poucos se alastrando para outros músculos. Mas se não for tratada, a miastenia pode evoluir para formas incapacitantes. 

A maioria dos doentes adequadamente tratados leva uma vida quase norma. Alguns casos podem entrar me remissão temporária. A fraqueza muscular pode desaparecer totalmente e a medicação pode ser descontinuada.


http://eusoumiastenica.blogspot.com.br/p/miastenia-graves.html


















Osserman propôs uma classificação clínica em 1971 para definir a gravidade da miastenia grave.

A escala classifica os pacientes da seguinte forma:


A        Remissão dos sintomas.
I         Ocular - Ptose (pálpebras caídas), diplopia (visão dupla ou borrada).
IIa      Generalizada leve
Envolvimento ocular e de extremidades, sem sinais bulbares proeminentes.
Comprometimento dos músculos cranianos, das extremidades inferiores e do tronco,sem acometimento dos músculos respiratórios.
IIb      Generalizada moderada-grave
Sinais oculares ou bulbares, envolvimento  variável da musculatura apendicular,
sem crises presentes. Ptose palpebral, diplopia, disartria, disfagia, debilidade dos
músculos das extremidades e intolerância a exercícios físicos.
III       Aguda fulminante
          Sinais generalizados com envolvimento bulbar proeminente, com crises presentes;
alteração dos músculos respiratórios que pode requerer o uso de ventilação mecânica.
IV       Grave de instalação tardia
          Generalizada, sinais bulbares proeminentes e crises presentes.






Miastenia - Secretaria da Saúde


Ministério da Saúde
Secretaria de Atenção à Saúde

PORTARIA Nº 29, DE 10 DE MAIO DE 2010

O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições,
Considerando a necessidade de se estabelecer parâmetros sobre a Miastenia Gravis no Brasil e de diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos indivíduos com esta doença;

 
 
 

Miastenia diagnóstico

O diagnóstico da Miastenia Grave é difícil e, em alguns casos, demorado

 
Se você apresenta fraqueza muscular ou cansaço súbito, consulte um neurologista. O exame clínico, que inclui teste de reflexos, de força e de tônus muscular, pode dar pistas importantes sobre a presença ou não de algum distúrbio neurológico. O exame avalia ainda o tato, visão, postura, coordenação e equilíbrio, entre outros aspectos.

Alguns testes podem confirmar a presença da doença:

Análise de sangue
Através de exame específico podem ser detectados os anticorpos que atacam os receptores musculares – anticorpos anti-acetilcolina ou MuSK. Estes anticorpos são detectados pelo exame em cerca de 80% dos casos de miastenia grave.

Tomografia computadorizada do tórax
É feita para se avaliar o timo, uma pequena glândula que produz anticorpos e muitas vezes pode estar associada à presença de miastenia grave auto-imune.

Eletroneuromiografia (EMG)
É um exame que avalia a intensidade das contrações musculares, induzidas por um choque elétrico de baixa intensidade. Avalia também a atividade elétrica de músculos em repouso e em atividade, através da introdução de um eletrodo em forma de agulha muito fina na fibra muscular. Muitas vezes, é um dos testes mais conclusivos.

Testes genéticos
Alguns tipos de miastenia gravis (os tipos congênitos, ou de nascença) são causados por genes defeituosos. Embora genes causadores de alguns dos tipos da doença já tenham sido identificados, os cientistas ainda trabalham para a completa identificação. Mesmo assim, muitas distrofias musculares podem ser detectadas com o teste genético. Saiba mais no Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo, tel. (11) 3091-7966, http://genoma.ib.usp.br/

Biópsia de tecido muscular
Consiste na análise em microscópio de tecido muscular, normalmente retirado do bíceps por meio de uma microcirugia. Esta análise pode revelar fibras musculares atrofiadas características da miastenia gravis, além de outras desordens de ordem neuromuscular.

Eletroneuromiografia
É um exame que avalia a intensidade das contrações musculares, induzidas por um choque elétrico de baixa intensidade. Avalia também a atividade elétrica de músculos em repouso e em atividade, através da introdução de um eletrodo em forma de agulha muito fina na fibra muscular. Muitas vezes, é um dos testes mais conclusivos.

FONTE: http://www.abrami.org.br/diagnostico/20-diagnostico