Passei mal e fui ao médico, disse a ele sou miastênica, ele respondeu: O QUE É ISSO?


sábado, 10 de outubro de 2015

Baixo nível de vitamina D pode contribui para problemas de tireoide

Os corticoides diminuem a absorção intestinal de cálcio e aumenta a excreção renal de cálcio, ou seja, todos os corticoides aumentam a perda de cálcio.


O colecalciferol (vitamina D) que produzimos na pele, é distribuído pelo sangue para todas as células do corpo, tem diversas propriedades, é fundamental para a saúde dos ossos, mas também age no coração e cérebro. Além disso, é eficaz no fortalecimento do sistema de defesa do organismo, auxiliando no combate de doenças, pois tem o poder de modular o sistema imunológico.


Pesquisadores da UCLA (University of California, Los Angeles)  tentaram mostrar que a baixa vitamina D faria um problema auto-imune da tireoide piorar. Fizeram um experimento que foi baseado na ideia de que a vitamina D tem um efeito atenuante sobre uma resposta imune excessiva e inadequada em muitas áreas do seu corpo.  Em primeiro lugar, descobriu-se que a falta de vitamina D contribui para a possibilidade de hipotireoidismo. Em segundo lugar, que muitas substâncias são susceptíveis de agravar a tireoide, principalmente, se há a falta de vitamina D. Por exemplo, muitos irritantes químicos no ambiente irritam a glândula tireoide, como perclorato e flúor. Os que tem falta de vitamina D são mais propensos a ser afetados negativamente por eles.
Isto pode ser parte da razão por que tantas pessoas se sentem metabolicamente pior e ganham peso nos meses de inverno com menos sol (o sol produz vitamina D).  

Vários estudos estabeleceram uma relação entre baixos níveis de vitamina D e doenças autoimunes da tireoide. Um estudo foi publicado na revista Cellular & Molecular Immunology em 2011.
Nesse estudo, os pesquisadores recrutaram 50 pacientes com distúrbios da tireoide auto-imune (principalmente tiroidite de Hashimoto), 42 pacientes com distúrbios da tireoide não auto-imunes e 98 indivíduos saudáveis. Para cada um destes participantes, os pesquisadores mediram os níveis de vitamina D no soro, os níveis de anticorpos antitireoidianos e funções da tireoide.
Os resultados deste estudo mostraram que a deficiência de vitamina D foi mais comum em pacientes com desordens autoimunes da tireoide (quase 3 vezes mais comum). Mesmo que está deficiência fosse também comum entre os pacientes que sofrem de distúrbios da tiroide não auto-imunes, a prevalência foi menor do que no grupo de pacientes com distúrbios da tiroide auto-imunes.
Além disso, a deficiência de vitamina D também foi fortemente correlacionada com anticorpos antitireoidianos e funções pobres da tireoide.

Os resultados deste estudo indicam que:
  • Baixos níveis de vitamina D pode causar distúrbios da tireoide especialmente desordens autoimunes da tireoide.
  • Os baixos níveis de vitamina D aumenta a quantidade de anticorpos antitroide libertados no corpo. Por conseguinte, a vitamina D suprime a produção de anticorpos que podem atacar a glândula da tiroide e reduzir as funções da tiroide.
A vitamina D é produzida pela pele quando exposta a luz solar. A exposição à luz solar natural é a estratégia mais simples e mais fácil para obter a vitamina D, de uma forma mais pobre também é possível obter a vitamina através da alimentação (fígado, ovos, salmão, sardinha, shitake, óleos de peixe, leite e seus derivados), através de suplementos de vitamina D (contidos em alguns alimentos como leite, soja, sucos, cereais) mas principalmente através da exposição ao sol, pois, os raios penetram na pele formando a vitamina D3.

Tome o sol até às 10 horas da manhã e após às 16 horas, 15 minutos por dia já é suficiente e SEM protetor solar. O sol tem que incidir diretamente na pele. 
Com 15/20 minutos por dia é possível produzir até 10 mil UI, coisa que nenhum alimento é capaz de fazer.

ENTENDA MAIS SOBRE A TIREOIDE

Localizada na base da garganta, a glândula da tiroide em forma de borboleta ajuda a manter o equilíbrio global do corpo. Seus hormônios afetam muitos sistemas e funções, incluindo:
  • Metabolismo
  • O desenvolvimento do cérebro
  • Respiração, coração e função do sistema nervoso
  • A produção de glóbulos
  • A força muscular e óssea
  • Temperatura corporal
  • Os ciclos menstruais
  • O ganho de peso e perda
  • Os níveis de colesterol
  • Hidratação da pele
A tireoide ajuda a determinar como metabolizar comida, como armazenar e utilizar a energia, como pensar, falar, dormir e muito mais! Portanto, faz sentido que, quando sua tireoide não está funcionando corretamente, sua vida pode parecer significativamente fora de ordem.
O processo de conversão de hormônio da tiroide é uma série de eventos. Quando estão baixos na corrente sanguínea, a parte do cérebro conhecida como hipotálamo, envia uma mensagem para a glândula pituitária, a glândula pituitária interpreta a mensagem e pede a glândula tiroide para produzir mais hormônios, quando os hormônios da tireoide estão muito altos, os sinais do hipotálamo e da hipófise tornam-se muito mais silenciosos até que seus hormônios da tireoide fiquem equilíbrio novamente.

As principais causas de hipotireoidismo e hipertireoidismo são as doenças autoimunes (aquelas em que o organismo indevidamente produz anticorpos conta ele mesmo.
O hipertireoidismo é um problema no qual a glândula da tireoide produz hormônios em excesso. Aqui a glândula é hiperativa, ou seja, trabalha em excesso.

O desencadeamento do hipertireoidismo pode ocorrer devido ao excesso de iodo que pode estar presente em alguns medicamentos, ao surgimento de nódulos na glândula, ao funcionamento mais acelerado da tireoide ou à ingestão dos hormônios da tireoide. Nervosismo, ansiedade e irritação, assim como mãos trêmulas e sudoréticas podem ocorrer em pessoas com hipertireoidismo. A função da tireoide baixa, ou hipotireoidismo, é a forma mais comum de desequilíbrio da tireoide. Os sintomas podem incluir fadiga, falta de concentração, constipação, ganho de peso, problemas de pele, seca, áspera, queda de cabelo e até mesmo depressão.

Quando seus hormônios da tireoide são muito baixos para apoiar suas atividades diárias, ela é conhecida como hipotireoidismo. Hipotireoidismo pode causar fadiga severa e perda de energia, pele seca, as mudanças de cabelo, inchaço geral, constipação, intolerância ao frio, e muito mais. Ele também pode aumentar os níveis de colesterol e agravar problemas como PMS, irregularidades menstruais, e seios fibrocística.

Um dos problemas mais frequentes da tireoide são os nódulos, que não apresentam sintomas. Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. O que não significa que sejam malignos. Apenas 5% dos nódulos são cancerosos. O reconhecimento deste nódulo precocemente pode salvar a vida da pessoa e a palpação da tireoide é fundamental para isso. Este exame é simples, fácil de ser feito e pode mudar a história de uma pessoa. Uma vez identificado o nódulo, o endocrinologista solicitará uma série de exames complementares para confirmar a presença ou não do câncer.

Hipercalcemia

A hipercalcemia é a alta concentração de cálcio no sangue. Os sintomas aparecem lentamente como urinar demais, ter muita sede, enjoos, falta de apetite e o intestino preso. Em casos severos, o problema também acarreta fraqueza muscular, hipertensão e afeta o sistema neurológico, dificultando a concentração e causando confusão mental.

Por isso é sempre muito importante, não se auto medicar, consulte um médico antes de iniciar a ingestão de qualquer medicamento ou suplemento alimentar.



Referências: 

http://www.wellnessresources.com/health/articles/low_vitamin_d_contributes_to_thyroid_problems/
http://www.progressivehealth.com/the-role-of-vitamin-d-in-hypothyroidism.htm

sábado, 3 de outubro de 2015

Miastenia e a alimentação

Manter uma dieta saudável, com frutas frescas e legumes, folhas verdes, nozes e sementes, peixes e alimentos livre de produtos químicos, é uma das melhores coisas que você pode fazer para ajudar seu corpo a obter uma saúde melhor.   

Pense fresco! Diz o Dr. Andrew Weil Thomas, um médico de saúde holística, os pacientes que sofrem de miastenia gravis (e todas as outras doenças autoimunes) devem comer uma dieta cheia de frutas orgânicas frescas e legumes.

Nutrir seu corpo com alimentos crus, naturais é crucial para pacientes com miastenia gravis. Estes incluem uma grande variedade de recursos naturais, não transformados, livre de produtos químicos, alimentos sem conservantes livre de hormônio.

Dr. Weil também recomenda eliminar óleos poli-insaturados vegetal, margarina, gordura vegetal, todos os óleos parcialmente hidrogenados e alimentos fritos, que podem conter ácidos graxos. "Use azeite de oliva extra virgem como sua gordura principal. Reduzir o consumo de proteína de 10 por cento do total de calorias; substituir proteínas animais, tanto quanto possível com a proteína de planta. Eliminar o leite e produtos lácteos (de substituição de outras fontes de cálcio) ".

É aconselhado aos pacientes com miastenia gravis comer alimentos ricos em potássio, como laranjas, tomates, damascos e seus sucos, banana e brócolis que, junto com o descanso adequado, pode ajudar a controlar o cansaço.
Ø  Reduza a ingestão de alimentos enlatados para eliminar o excesso de sódio.
Ø  Aumente a ingestão de ácidos graxos ômega-3.
Ø  Tomar gengibre (pode ser em cápsula duas vezes por dia).

PROTEÍNA - Feijão preto, grão de bico, peixes, ovos, frango, peru, amêndoas cruas, sementes de girassol, nozes.

LEGUMES / ERVAS - Couve, espinafre, alfaces, agrião, pepino, cebolas, alho, coentro, salsa, gengibre, tomates, abobrinha, vegetais de raiz (beterraba, cenoura, nabo, batata doce).

CONDIMENTOS / AROMAS - azeite extra virgem, óleo de coco extra-virgem, pimenta, curcuma, canela, vinagre de maçã

FRUTAS - Limões, manga, mamão, maçãs, bananas, nectarinas, pêssegos, abacate, melões, abacaxi.

BEBIDAS - Água de coco, chás (sem açúcar ou use estiévia se você deve), leite de amêndoa

EXTRAS - A semente de linho, sementes de cânhamo, semente de chia, goji berries, cacau em pó

Alimentos a evitar:
Evite "coisas" brancas (na maioria, alimentos refinados, doces e produtos embalados, açúcar refinado), álcool, comida rápida (enlatados, embutidos), comida frita, junk food (lanches, salgadinhos), refrigerantes.

Para reduzir a fadiga:
Coma várias pequenas refeições durante o dia.
Cortar ou picar alimentos sólidos.
Faça sua refeição mais farta no início do dia, quando você tem mais energia.
Tomar medicação anticolinesterase (por exemplo, Mestinon) pouco antes das refeições.

FIQUE ATENTO!
Líquidos quentes, como café, chá ou sopa, pode relaxar os músculos da deglutição. Se você está tendo problemas para engolir, tente evita-los. Se você perceber que é incapaz de engolir, cuspa. Um pouco de vergonha é melhor do que asfixia.

Algumas ideias se você tem dificulta de engolir, para reduzir resíduo em sua garganta:
Umedeça os alimentos sólidos com molho.
Escolha frango ou peixe em vez de carnes mais duras.
Evite alimentos quebradiço e seco tal como bolachas, arroz, biscoitos, nozes, batatas fritas ou pipoca.
Evite produtos de panificação, tais como sanduíches e muffins.

Mantenha sua cabeça em uma posição diferente para tentar facilitar a descida da comida.




Referencias: