Passei mal e fui ao médico, disse a ele sou miastênica, ele respondeu: O QUE É ISSO?


A Importância de Beber Água

BEBA PELO MENOS 1,5 L POR DIA!

A água permiti a realização das mais diversas reações químicas, atividades essenciais para garantir o equilíbrio e funcionamento adequado do organismo.

A água é uma substância presente em todos os organismos vivos, ela não é estocada em nosso corpo, por isso deve ser reposta todos os dias por várias vezes. 
A água é um componente essencial de todos os tecidos corpóreos. Ela representa cerca de 60% do peso total do corpo de um indivíduo adulto e quase 80% do corpo de uma criança.
A água do organismo está distribuída em dois grandes compartimentos: o Intracelular e o Extracelular.

O Líquido Intracelular
A água do interior das células ou também conhecido como líquido ou compartimento intracelular, corresponde a cerca de 40% do total do peso do indivíduo, ou seja, cerca de 28 litros (isso para um indivíduo com o peso de 70 kg). O líquido intracelular provê o meio no qual as reações bioquímicas acontecem, possibilitando a organização metabólica responsável pela vida; sua variação para mais ou para menos afeta a fluidez dessas reações e, portanto, a saúde do indivíduo.

O Líquido Extracelular
Compreende todos os líquidos situados fora das células e corresponde a 20% do peso corporal. Este compartimento (Extracelular) une as células entre si, suprindo-as de substâncias nutritivas, energéticas, plásticas. Atua também recolhendo e conduzindo resíduos metabólicos para o exterior do corpo, lubrificando e permitindo o funcionamento normal das partes móveis do organismo, e por fim, é fundamental na regulação a temperatura corpórea.
Dentre as células que mais apresentam água, destacam-se aquelas localizadas nos músculos e nas vísceras. A água também é essencial para os processos fisiológicos de digestão, absorção e excreção (auxiliando no processo de detoxificação).

Proteção pela água
As membranas que envolvem o sistema nervoso (meninges), são lubrificadas pelo liquor, substância rica em água que fornece proteção mecânica a esse sistema. O líquido amniótico protege o feto contra impactos durante o desenvolvimento da vida.
A água é fundamental para o transporte de substâncias, como o oxigênio, nutrientes e sais minerais, pois faz parte da composição do plasma sanguíneo. Além de levar nutrientes para as células, a água proporciona a eliminação de substâncias para fora do corpo, como é o caso da urina.
A água tem papel na regulação da temperatura do corpo. Quando o calor torna-se exagerado, inicia-se a liberação de suor, ao entrar em contato com o meio, o suor evapora na superfície da pele, causando o resfriamento do corpo.
Além de participar da composição do suor, a água também forma as lágrimas, líquido essencial para o funcionamento adequado dos olhos. É essa substância a responsável por evitar o ressecamento das córneas e fazer a limpeza dessas estruturas.
A água desempenha papel chave na estrutura e função do sistema circulatório;
A água é essencial para o funcionamento das fibras, para que elas atuem na regulação do intestino, pois as fibras quando chegam ao intestino absorvem água, dessa forma elas incham e aumenta a quantidade do bolo fecal, assim deixando as fezes mais macias, o que facilita a evacuação. 
A ingestão de água ajuda a melhorar a digestão e previne a formação de cálculos renais, já que faz com que substâncias nocivas sejam diluídas e eliminadas pelo corpo.
A água também está presente num fluido encontrado em todas as articulações do corpo. Ele funciona como uma espécie de lubrificante, evitando o atrito entre os vários ossos - no caso do cotovelo, entre o úmero e o rádio e o cúbito

Eliminação diária
Diariamente, o organismo elimina por volta de 2300ml de água, em condições normais, sendo:
700 ml pela eliminação insensível (pele e trato respiratório), 100 ml através da sudorese, 100 ml através das fezes e
1400 ml através da urina.
A quantidade de líquido perdido através da sudorese é altamente variável, dependendo da atividade física praticada e da temperatura do ambiente
A ausência de água possui um efeito mais intenso sobre a capacidade do organismo em exercer uma tarefa qualquer do que a falta de alimento sólido. É possível sobreviver sem alimentos durante várias semanas, mas apenas um período de 2 a 3 dias com privação de água .
- Se perdemos somente entre 15% e 25% de água, nossas células murcham, e o sangue se torna viscoso, prejudicando a circulação sanguínea e consequentemente o funcionamento do coração. 
- Geralmente o individuo fica com a boca e pele secas, dor de cabeça, sonolência, aumento da frequência cardíaca, sentiria tonteiras, fadiga, perderia a consciência, levando-a a morte. 
- A redução entre 4 e 5% da água corpórea reduz 20 a 30% a capacidade de trabalho de órgãos e sistemas;
- Sem água, o corpo humano só continuará funcionando por 2 ou 3 dias;
- O corpo não possui condição para armazenamento de água, portanto a quantidade de água perdida a cada 24 horas deve ser reposta;
- A água ingerida é rapidamente absorvida, sendo de alta digestibilidade, 20 minutos após penetrar no estômago já está no intestino.
- Não ingerir água em quantidade suficiente é perigoso, porque a desidratação eleva a concentração de sal no organismo, o que aumenta a pressão arterial e dificulta a eliminação de toxinas.

Necessidades hídricas de grupos especiais
Atletas: e todos aqueles que fazem atividade física constante devem prestar ainda mais atenção à hidratação. Esta hidratação dependerá da condição física, do tipo de exercício e das condições em que este se realiza. Deve-se ingerir em torno de 250 ml a 500 ml de água antes de começar o treino. Durante o exercício, 150 ml a 350 ml a cada 15 a 20 minutos.
Crianças: Bebês que ainda estão sendo amamentados (lactantes) não precisam de mais nenhuma ingestão de líquido: a necessidade diária é suprida pelo leite materno. Quando a criança para de ser amamentada, é hora de introduzir alimentos, e de começar a beber água e líquidos. Até 1 ano de idade, bebês devem ingerir cerca de 0,8 a 1 litro de água por dia. Crianças e adolescentes – entre os 2 e os 9 anos existe uma diminuição percentual do conteúdo hídrico do organismo, aumentando a necessidade de ingestão de água apenas em 5 a 10% nesta faixa etária. A quantidade aumenta para cerca de 1,3 a 1,8 litro/dia. Sempre que a criança apresentar diarreia, vômito ou febre esse volume deve ser aumentado.
Grávida: do aumento de peso que existe habitualmente, uma parte é água devido ao aumento do volume vascular e dos tecidos intersticiais. A necessidade de água das grávidas é pouco maior (apenas mais 3%) que a necessidade da mulher não grávida.
Terceira idade: A partir dos 60 anos, a pessoa precisa tomar cuidados extras para garantir a reposição das perdas diárias normais de líquido. Acontece que, durante o processo de envelhecimento, é normal haver uma perda progressiva na quantidade total de água no organismo. Além disso, o próprio corpo já não consegue mais reter tão bem os líquidos quanto na juventude. Remédios para problemas cardiovasculares, ou diuréticos, fazem com que o corpo perca ainda mais líquido. Por isso, não se deve esperar sentir sede ou vontade de beber alguma coisa. Do metabolismo à aparência da pele, tudo depende da dose adequada de água para permanecer em perfeito funcionamento.

Todos devem beber diariamente cerca de dois litros de água. Apenas pessoas com alguns problemas de saúde específicos, como insuficiência cardíaca, hepática ou renal, podem ter restrições hídricas e tem ingerir uma quantidade menor de líquidos.

O que é a desidratação
A desidratação resulta da eliminação de água e sais minerais do organismo e acontece quando o balanço hídrico é negativo, quando as perdas de água não são repostas.. Pode dizer-se que existe uma tendência natural para a desidratação na medida em que os rins têm que, continuamente e mesmo numa pessoa desidratada, excretar uma quantidade mínima de urina (idealmente cerca de 100 ml /hora), de modo a haver eliminação das substâncias tóxicas do organismo. Por outro lado, estamos continuamente a libertar água pela pele e pela respiração.

Sintomas da desidratação
A desidratação pode ser reconhecida por sintomas como:
·         A Sede
·         Cansaço mental e corporal;
·         Sensação de aumento de temperatura corporal;
·         Vertigens e tonturas; Dores de cabeça;
·         Náuseas ou vómitos;
·         Alterações visuais e auditivas.

Efeitos da desidratação na saúde

Uma desidratação continuada tem efeitos no organismo, a médio e a longo prazo, nomeadamente:

No sistema renal – Uma desidratação leve constante e o aumento consequente da concentração do líquido extracelular leva ao aumento da secreção de vasopressina, levando ao processo de concentração de urina. Este efeito vai induzir alterações morfológicas e funcionais no rim, nomeadamente na taxa de filtração glomerular, podendo funcionar como factor de risco para insuficiência renal crónica e nefropatia diabética.
Infecções do tracto urinário – a possibilidade de infecção do tracto urinário não é dependente do estado de hidratação, embora, em caso de infecção, seja muito importante para melhorar os resultados da terapia anti microbiana, uma vez que a diurese diminui o volume bacteriano por eliminação.
Urolitíase – um volume de urina baixo é um importante factor de risco para a formação de cálculos nos rins; o aumento do volume e consequente diluição da urina tem um efeito protector da cristalização de sais.
Secreção salivar – a desidratação provoca uma diminuição da secreção salivar. Sabe-se que existe uma relação entre a desidratação e o fluxo salivar, muito importante para neutralizar os ácidos da placa bacteriana5. Não existe, no entanto, uma relação directa entre a desidratação e as doenças dos dentes, como cárie e erosão dentárias.
Obstipação – a ingestão inadequada de líquidos é uma das causas importantes de obstipação, especialmente em crianças. Embora em pessoas hidratadas o aumento da ingestão de líquidos não altere o volume fecal, em pessoas desidratadas e obstipadas, esse aumento vai melhorar substancialmente a consistência das fezes.
Doenças bronco-pulmonares – embora se aconselhe frequentemente uma ingestão elevada de líquidos em doentes com bronquite crónica e asma, são necessários mais estudos para se esclarecer o papel da desidratação nestas doenças.
Doença coronária – alguns autores descrevem uma associação inversa entre o consumo de água e o risco de doença coronária.
Na cognição: Vários trabalhos que testaram sujeitos em estado de desidratação ligeira, observaram alterações de funções cognitivas como diminuição da capacidade de atenção, concentração e memória, comprometendo em alguns casos, a tomada de decisão e a eficácia da resolução de problemas de aritmética. As crianças e os adolescentes parecem estar particularmente sujeitos a risco de comprometimento da função cognitiva devido a insuficiente hidratação.

O tempo uma pessoa aguenta sem água é de três a cinco dias no máximo. o recorde de sete dias sem água foi atingido por Pablo Valencia em 1905. O mexicano se perdeu na região de Tinajas Atlas, nos EUA, e passou sete dias e sete noites sem beber uma gota de água, sendo que as temperaturas diárias eram muito altas, cerca de 30º C à noite e 35º C durante o dia. Um verdadeiro milagre. 
O equilíbrio entre a ingestão e a perda de líquidos é fundamental para não colocar a saúde em risco. O nosso organismo dispõe de diversos mecanismos que facilitam esta regulação.

Ingestão diária recomendada
O ideal seria beber cerca de 1,5 a 2,5 de água por dia. No caso de gestantes e lactantes a quantidade de água ingerida deve ser maior, pois no caso das mulheres grávidas há um aumento da quantidade de circulação, já que muitos nutrientes que ela ingere vão para o bebê e como o organismo está em transformação exige mais água para as funções vitais. 

E no caso das lactantes durante a amamentação elas perdem água, por isso é essencial que ingiram mais o que também ajudará na produção do leite. 

Ingestão recomendada de água proveniente de bebidas (Litro / dia) *
Fase do ciclo de vida
Sexo feminino
Sexo masculino
Crianças (2 a 3 anos)
1,0
1,0
Crianças (4 a 8 anos)
1,2
1,2
Crianças (9 a 13 anos)
1,4
1,6
Adolescentes e Adultos
1,5
1,9

* Valores de referência aproximados recomendados para indivíduos saudáveis. Os valores mais adequados para cada pessoa dependem de vários factores (actividade física, temperatura ambiente, situações de doença, entre outros).


DICAS

Beba pequenas quantidades ao longo do dia, antecipando a sensação de sede.
Aumente a ingestão de líquidos quando fizer atividade física que o faça transpirar.
Aumente a ingestão de líquidos quando fizer temperatura ambiente estiver elevada Aumente a ingestão de líquidos em situações de doença acompanhadas de febre, vômitos ou diarreia.
Redobre o cuidado com a hidratação no caso de crianças e idosos, grupos em que a capacidade de detectar o estado de desidratação e/ou responder aos seus sinais pode estar diminuída.
Hidrate-se através da ingestão de água e de outras bebidas (como leite, sumos e néctares, chá, infusões, refrigerantes, etc) e de alimentos ricos em água (sopas, saladas e fruta).
Substituir refrigerantes e sucos nas refeições por água. Mas é preferível que você a tome 30 min antes das refeições ou 30 min após, pois beber líquidos durante a refeição prejudica a digestão. 
Quando for em alguma festa ou outra ocasião que tiver bebida alcoólica, ingira um copo de água a cada copo de bebida que tomar, pois o álcool ao contrário da água desidrata o corpo, e assim você se sentirá hidratado e também evitará a ressaca do dia seguinte. 
Muitos não bebem água por achá-la sem gosto ou mesmo sem graça. Para facilitar sua ingestão uma dica é colocar rodelas de frutas na água, para deixá-la mais doce, como morango, laranja, limão, maça verde, entre outras. Ervas frescas como hortelã ou manjericão também ajudam. Mas não abuse, a intenção é suavizar o sabor e não torná-la um suco de frutas. 
Caso você esqueça, faça o uso aplicativos  no celular que lhe lembre de tomar água.

Não precisa começar com uma grande quantidade, vá aumentando um pouco por dia, o seu  organismo começará a sentir falta, consequentemente você terá mais sede e sentirá a necessidade aumentar a quantidade de água diária. 







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